Sejam Bem-Vindos

Sejam Bem-Vindos!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Crucifixo (Lacrimosa)


Eu vou adorá-lo
Estou crucificado no seio do amor
O sangue de cristo em minhas lágrimas
Assista-me implorar-lhe
Oh, ouça minhas súplicas
Complete-me com amor eu quero senti-lo
Com toda minha confiança eu me renderei a você
Eu depositarei meu coração a seus pés
Meu pequeno coração, você o quer ter?
Seja meu anjo
seja meu pecado
Seja meu sol
seja minha fúria
Seja minha musa
seja minha luxúria
Para demorar-me dentro de você - para ficar
Me ame - me abrace
Para sempre guie-me para seu mundo - Pegue-me para seu reino
Dentro de sua aura
Dentro de seu espírito
Dentro de sua alma
Dentro de sua carne
Agora dê sua dor para mim
Vamos dividir nossas feridas
Dividir nossos prazeres
Seja parte de mim - eu te amo!

Astral Romance (Nightwish)

Um concerto noturno
Luz de velas me sussurra para onde ir
Hino das constelações como meu guia
Enquanto eu devaneio nessa trilha da noite

Um bordado de estrelas
Despe meus sentimentos por essa terra
Mande-me sua salva para curar minhas cicatrizes
E deixe que essa nudez seja meu nascimento

O cosmo lançou seus poderes sobre mim
E as esperanças desse mundo eu agora preciso deixar
O desejo noturno que lhe enviei séculos atrás
Foi ouvido por aqueles
Que insistiram na angústia

A distância de nossa cama nupcial
Espera por minha morte
Poeira das galáxias tomam minha mão
Guiam-me para a terra de meu amado

Levado pela guilhotina da morte
Eu recebi uma carta das profundezas
O sonho de minha amante estava lá dentro

Acariciado pela mais afiada faca
Eu lhe pedi para ser minha esposa
Raios do sol que se põe
Foram minhas lágrimas derramadas sob promessas desfeitas

Venha para mim
Faça-me acreditar
Em você e seu amor novamente

Acima do universo
Abaixo do Grande Olho
Eu hei de desejar-lhe para todo o sempre...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tudo muda!


Era uma vez...
           Era uma vez uma menina. Não uma menina comum, mas uma menina que tinha uma fantasia. Uma fantasia ilusória. Dormia e acordava no seu espaço reservado para sonhar. Espaço aleatório ao que vivia. E que sentia.
           Era uma vez uma menina que sonhava. Sonhava acordada olhando o céu, quando o céu estava azul e quando o céu estava de todo cinza. Mas sonhava em ser a primavera com suas cores e flores. E na sua dor imaginava um pássaro. O bem te vi que cantava nas suas manhãs, adentrando-se à sua janela transparente, onde ela olhava o mundo através do brilho dos seus olhos. Um brilho que contrastava com as cores de um prisma em direção ao sol. Esses olhos é que a fazia sonhar com o mundo paralelo à sua vida, seu carisma.
           Tinha os olhos pretos como uma jabuticaba grande, vivos, absortos, a espreita dos detalhes, a espreita dos movimentos reais.
         Em seus sonhos havia um palhaço. Um palhaço azul, vindo do sul, vindo do nada, e do nada, ela sorria, como se a vida fosse um teatro, o cenário seu quintal, e as chuvas, as sombras, as folhas seu mundo irreal.
         Em seus sonhos havia também uma dançarina feita a nectarina de uma flor. Uma dançarina, como aquelas que desenham a música, usando o corpo para iluminar o tom da terra e o mar. Dançarina feita à lua que passeia pelo céu iluminado, feito um candeeiro aceso para clarear seus passos infindáveis. Passos que falam passos que levitam e a leva nos lugares misteriosos e infinitos. Uma dançarina que imitava o vento no seu movimento quase invisível. Perfeita sintonia serena entre o ser e o estar de cada lugar inexistentes em seus sonhos.    
           Era uma vez uma bela menina que gostava de pássaros, pássaros, pássaros inquietos e verdes, pássaros anjos. Pássaros de todas as cores. Voava com suas asas brilhantes feito com o pó das borboletas coloridas. Alcançava as alturas, chegava perto das estrelas.
           Mas essa menina de cabelos cacheados e longos, de olhos pretos que nem a jabuticaba, que andava descalça que brincava com as conchas do mar, tomava banho de chuva, subia em árvores, brincava de bonecas e fazia barquinhos de papel para a correnteza levar seus lindos sonhos a algum lugar imaginário, um dia cresceu.
          Virou gente e resolveu escrever... Escrever o que não se lia em livros didáticos e pedagógicos. Escrever sua poesia e magia de viver eternamente com o coração.
           Escreveu... Escreveu... Escreveu... Até o céu escurecer e a madrugada levar seu sonho de menina. Escreveu até seu sono chegar e adormecer nos braços da ventania que a levava  para bem longe, onde o lugar e o tempo não existiam. Onde seu espaço era como uma clarabóia clandestina que se avistava de um navio. E por lá ela partiu, deixou pensamentos e incógnitas que seriam resolvidos ao longo desses anos. Hoje ela lembra com saudades. Saudades de um tempo que não volta mais, mas que está marcado em seu rosto suave e no seu sorriso eterno.