Sejam Bem-Vindos

Sejam Bem-Vindos!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A lápide...

A funérea lápide nova ao luar,
Feridas abertas sob o mármore,      
É o teu corpo agora incurável,
Sepulcro escuro, cheiro de morte.
Foram lamentos e má sorte,
Flores murchas a impregnar o ar,
Em sua nova morada, oh, alma penada,
De sofrimentos agora vãos.
Um anjo de concreto pairando quieto,
Corvos, corujas, morcegos, que alienação...
Olhos que nunca mais a alvorada verão.
Que sombras são essas?
De esfinges eretas, tuas companheiras,
Depois da tua última respiração.
Corpo inerte, pensamento perdido,
Perdeu os sonhos e os irmãos.
Pestes virais, anjos maus, demônios,
Ainda em sua sepultura a vagar,
Mas nada mais interessa,
Encontrarão vivos para se apoderar.
As potestades que te afligiam,
Estão a sorrir, grunhir e a zombar.
Satisfeitas, missão cumprida e tu terás
A eternidade toda para putrefar.

Fases do Amor...


O amor, às vezes, nasce num segundo,
Apressando o pulsar do coração.
Num olhar que se cruza mais profundo,
No ligeiro contato de outra mão.

Vêm em seguida: abraços, sonhos e beijos,
Promessas... 
Juras... 
E horas enternecidas.
Nestas contemplações doces e infindas,
Num mundo de caricias e desejos.

Amor! Um fogo intenso, abrasador,
Lascivo nos aquece com o seu calor.
Depois arrefece, e o que resta da fogueira,
É a frieza das cinzas virando tudo poeira.

Passa ligeiro, ilusão levada pelo vento,
Nasce e morre antes mesmo do sol se pôr,
Vai deixando em seu rastro, só tormento,

Num prefácio de tristeza e muita dor.

 (autor: Paulo Morgan)

Covardia...


De que adianta a beleza, a inteligência e a juventude
Se apesar de todas as qualidades que possuo
Resplandece em mim a corvadia...

Sou corvade, eu assumo
Enfrento o açoite, mas fugo de meus sentimentos
E de mim mesma...

Minha boca, vertente muda,
Nega-se a proferir o que até cego vê
Enfrento o mundo, mas escondo-me de ti...

Talvez não queira que vejas
O que nem eu própria permito-me ver
Não quero que sintas
O sofrimento aqui presente
E em cada momento por mim vivido;
Não quero que percebas
O fel amargo existente
Em cada centimetro de minha existência...

Porque eu sou covarde
Covarde sim, covarde de mim mesma...

Quando a tempestade enfim passar
E a luz brilhar em mim novamente
Eu quero a coragem presente
Em todos os dias de minha vida...
Quem sabe aí eu consiguirei
Olhar bem fundo em teus olhos
E simplismente assumir
Que eu te amo!

 (Para: @@@@ )

A espera...

Estou cansada... sinto-me cansada da solidão... das noites frias... das lembranças... chegando de mansinho... dos fantasmas torturando a alma...
Caminho... caminho em passos lentos pelas ruas desertas... A cidade está vazia...
O silêncio apenas... todos se foram... menos a sua imagem presente nesta sombra que me acompanha...
E no meu desespero grito seu nome... ajoelho neste asfalto molhado... e diante das estrelas... faço meu pedido... como um crente em oração à espera de um milagre...
E neste sonho chego a sentir teus lábios aquecendo os meus... tenho a impressão de uma nova magia... um novo dia... e ao acordar... esperamos por você...
Meu corpo... meu desejo... meus beijos... nosso filho e minha vida... esperando juntos ter uma vida com você.

Como sofro...

Sofro por um perdão,
Um perdão que parece impossível,
Será?

Será que você é capaz de me perdoar?

Será que atingi mesmo foi o seu coração?

Ou aquele, aquele, seu ego masculino?
Só você pode devolver a minha vida,
Devolver a minha felicidade,
Será que você pode mesmo?
Me dar uma última, que seja última chance?
Tente.
Por favor, faça isso.
E devolva a minha vida e ao meu coração tudo o que perdi…

Adoro cada parte de seu corpo!


Adoro...
cada parte do seu corpo,
todo ele fala quando estamos juntos colados um no outro,
transpirando de prazer.
Somos um, quando nossas bocas se encaixam, nossas
curvas e pernas se acham e podemos de forma livre liberar
a adrenalina, misturada com suor e prazer.
Não existe momento mais prazeroso,
Ah!!! Não precisamos de fala, apenas os gestos falam por nós.
Caímos no riacho doce um do outro e exprimimos sons
que brotam de um longo e próximo gozo.
É maravilhoso chegarmos juntos na fonte do prazer e
podermos a cada toque retirar dos lábios um do outro,
gemidos sufocados e completamente incompreensível,
nós nos encaixamos, somos parte um do outro e cresce
cada vez mais o desejo de nos completarmos,
pois nos queremos e nos conhecemos.


(autor: Paulo Morgan)

A cor da Saudade!


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez voltou com penas  
Imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados Pelo sol.

Era grande a felicidade quando eles Estavam juntos.  
Mas, sempre chegava a hora do pássaro Partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.

- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou
encantado por causa da Saudade. É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...  
Senão você deixará de me amar. E partiu.

A menina, sozinha, chorava.  
Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre! Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.

A menina comprou uma gaiola de prata,  
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram, ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me Esquecerei das
histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...

A menina não acreditou...  
Achou que ele se acostumaria.
Mas, não foi isso o que aconteceu.
Caíram as plumas e as penas Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo Quando a saudade voltar dentro de mim. E dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?  
Pense. Deixar livre é uma forma singela de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

sábado, 7 de maio de 2011

Crucifixo (Lacrimosa)


Eu vou adorá-lo
Estou crucificado no seio do amor
O sangue de cristo em minhas lágrimas
Assista-me implorar-lhe
Oh, ouça minhas súplicas
Complete-me com amor eu quero senti-lo
Com toda minha confiança eu me renderei a você
Eu depositarei meu coração a seus pés
Meu pequeno coração, você o quer ter?
Seja meu anjo
seja meu pecado
Seja meu sol
seja minha fúria
Seja minha musa
seja minha luxúria
Para demorar-me dentro de você - para ficar
Me ame - me abrace
Para sempre guie-me para seu mundo - Pegue-me para seu reino
Dentro de sua aura
Dentro de seu espírito
Dentro de sua alma
Dentro de sua carne
Agora dê sua dor para mim
Vamos dividir nossas feridas
Dividir nossos prazeres
Seja parte de mim - eu te amo!

Astral Romance (Nightwish)

Um concerto noturno
Luz de velas me sussurra para onde ir
Hino das constelações como meu guia
Enquanto eu devaneio nessa trilha da noite

Um bordado de estrelas
Despe meus sentimentos por essa terra
Mande-me sua salva para curar minhas cicatrizes
E deixe que essa nudez seja meu nascimento

O cosmo lançou seus poderes sobre mim
E as esperanças desse mundo eu agora preciso deixar
O desejo noturno que lhe enviei séculos atrás
Foi ouvido por aqueles
Que insistiram na angústia

A distância de nossa cama nupcial
Espera por minha morte
Poeira das galáxias tomam minha mão
Guiam-me para a terra de meu amado

Levado pela guilhotina da morte
Eu recebi uma carta das profundezas
O sonho de minha amante estava lá dentro

Acariciado pela mais afiada faca
Eu lhe pedi para ser minha esposa
Raios do sol que se põe
Foram minhas lágrimas derramadas sob promessas desfeitas

Venha para mim
Faça-me acreditar
Em você e seu amor novamente

Acima do universo
Abaixo do Grande Olho
Eu hei de desejar-lhe para todo o sempre...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tudo muda!


Era uma vez...
           Era uma vez uma menina. Não uma menina comum, mas uma menina que tinha uma fantasia. Uma fantasia ilusória. Dormia e acordava no seu espaço reservado para sonhar. Espaço aleatório ao que vivia. E que sentia.
           Era uma vez uma menina que sonhava. Sonhava acordada olhando o céu, quando o céu estava azul e quando o céu estava de todo cinza. Mas sonhava em ser a primavera com suas cores e flores. E na sua dor imaginava um pássaro. O bem te vi que cantava nas suas manhãs, adentrando-se à sua janela transparente, onde ela olhava o mundo através do brilho dos seus olhos. Um brilho que contrastava com as cores de um prisma em direção ao sol. Esses olhos é que a fazia sonhar com o mundo paralelo à sua vida, seu carisma.
           Tinha os olhos pretos como uma jabuticaba grande, vivos, absortos, a espreita dos detalhes, a espreita dos movimentos reais.
         Em seus sonhos havia um palhaço. Um palhaço azul, vindo do sul, vindo do nada, e do nada, ela sorria, como se a vida fosse um teatro, o cenário seu quintal, e as chuvas, as sombras, as folhas seu mundo irreal.
         Em seus sonhos havia também uma dançarina feita a nectarina de uma flor. Uma dançarina, como aquelas que desenham a música, usando o corpo para iluminar o tom da terra e o mar. Dançarina feita à lua que passeia pelo céu iluminado, feito um candeeiro aceso para clarear seus passos infindáveis. Passos que falam passos que levitam e a leva nos lugares misteriosos e infinitos. Uma dançarina que imitava o vento no seu movimento quase invisível. Perfeita sintonia serena entre o ser e o estar de cada lugar inexistentes em seus sonhos.    
           Era uma vez uma bela menina que gostava de pássaros, pássaros, pássaros inquietos e verdes, pássaros anjos. Pássaros de todas as cores. Voava com suas asas brilhantes feito com o pó das borboletas coloridas. Alcançava as alturas, chegava perto das estrelas.
           Mas essa menina de cabelos cacheados e longos, de olhos pretos que nem a jabuticaba, que andava descalça que brincava com as conchas do mar, tomava banho de chuva, subia em árvores, brincava de bonecas e fazia barquinhos de papel para a correnteza levar seus lindos sonhos a algum lugar imaginário, um dia cresceu.
          Virou gente e resolveu escrever... Escrever o que não se lia em livros didáticos e pedagógicos. Escrever sua poesia e magia de viver eternamente com o coração.
           Escreveu... Escreveu... Escreveu... Até o céu escurecer e a madrugada levar seu sonho de menina. Escreveu até seu sono chegar e adormecer nos braços da ventania que a levava  para bem longe, onde o lugar e o tempo não existiam. Onde seu espaço era como uma clarabóia clandestina que se avistava de um navio. E por lá ela partiu, deixou pensamentos e incógnitas que seriam resolvidos ao longo desses anos. Hoje ela lembra com saudades. Saudades de um tempo que não volta mais, mas que está marcado em seu rosto suave e no seu sorriso eterno.